A dupla de diretores Juliana Rojas e Marcos Dutra misturam gêneros – do terror ao coming of age – para contar uma história sobre maternidade e relacionamentos afetivos.
Uma parceria entre Brasil e França, o longa consegue abordar um personagem conhecido do imaginário coletivo sob uma perspectiva renovada. A história é contada do ponto de vista feminino, acrescentando temas relevantes como preconceito racial.
Um destaque é a combinação de técnicas de efeitos especiais, que vão do matte painting ao VFX e efeitos práticos, para as diferentes etapas de gestação do menino Lobisomem.
O filme encontra identidade nos elementos que usa para construir a mitologia do personagem, como à opção da mãe adotiva da história em criar a criança como vegetariana. Ao mesmo tempo, se ancora em preocupações e anseios realistas que trazem dimensão a obra. Dosando uma realidade bastante palpável com a metáfora folclórica, é exatamente no realismo fantástico que o filme se sente em casa e floresce.


